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Depois do AVC: O testemunho do Sr. Mário

Em novembro de 2020, a família do Sr. Mário sentiu a necessidade de consultar os serviços DCR, após ter sido vítima de um Acidente Vascular Cerebral um mês antes. O Sr. Mário apresentava limitações de mobilidade e a sua reduzida autonomia tornava-o dependente de outros para a execução de atividades de vida diária (AVD's).


A DCR efectuou uma avaliação inicial gratuita e sugeriu um plano de intervenção, o qual foi iniciado em menos de uma semana. Após o início da intervenção, foram realizadas reavaliações do caso clínico e consequentes ajustes ao plano de cuidados, onde intervém uma equipa multidisciplinar. Fique a conhecer o caso real do Sr. Mário:


Sr. Mário, utente da DCR desde novembro de 2020

No dia em que o seu marido se sentiu mal, a D. Idalina estava longe de imaginar as repercussões que esse momento teria nas suas vidas daí em diante.


Sofrer um AVC pode ter inúmeras consequências. Pode causar paralisia temporária ou permanente de uma parte lateral do corpo. Pode também afetar o equilíbrio, a coordenação, a sensibilidade, a memória, a visão, a linguagem (afasia), a fala (disartria), a deglutição, o desempenho cognitivo, o estado psicológico e causar complicações como espasmos musculares e dor. Além disso, acaba direta ou indiretamente por influenciar toda a dinâmica familiar.


O Sr. Mário acabou por sofrer um AVC que o deixou com algumas sequelas a nível físico e que consequentemente afetaram a sua vida pessoal e familiar. Apresentava essencialmente limitações de mobilidade, com pouca tolerância aos levantes e incapacidade para a marcha. Limitando desta forma, a sua autonomia e tornando-o dependente de outros para a execução de atividades de vida diária (AVD's).

Nesse momento, a sua família sentiu necessidade de consultar os serviços DCR.

D. Idalina, esposa e cuidadora do Sr. Mário

O processo terapêutico:

O primeiro contacto:

Em novembro de 2020, após sermos contactados pela família do Sr. Mário, efetuamos uma avaliação integral. Este é o momento em que a nossa equipa fica a conhecer o utente, as suas limitações e dificuldades, mas também os seus gostos e hábitos. O objetivo passa por conhecer as necessidades específicas do utente e como tal esta avaliação inicial é gratuita.

Com as limitações que o Sr. Mário apresentava, elaborou-se um plano de intervenção adequado. Foi sugerido o serviço de apoio geriátrico diário para higiene, levantes e monitorização dos sinais vitais, e o serviço de fisioterapia duas vezes por semana. E em menos de uma semana foi possível iniciar o plano de intervenção.

"Eu não mexia a mão esquerda nem a perna esquerda, não comia, não falava, não tinha equilíbrio."

A avaliação psicológica:

A primeira reavaliação surgiu duas semanas depois do início do plano de intervenção. Devido ao estado deprimido e pouco colaborativo que o Sr. Mário apresentava durante o processo terapêutico, foi sugerida uma avaliação psicológica.


A avaliação não indicou sinais que justificassem dar continuidade ao apoio de psicologia. Foram definidas estratégias com o envolvimento da família, e o Sr. Mário demonstrou melhoria. Além disso, a equipa multidisciplinar estaria atenta, caso fosse necessário intervir.

A avaliação da terapeuta da fala:

Com a evolução do processo de reabilitação, o Sr. Mário apresentava melhorias de mobilidade, no entanto continuava a apresentar pouca tolerância ao esforço e ainda incapacidade para a marcha. A equipa DCR notava ainda um acentuado estado debilitado. O Sr. Mário estava a rejeitar a alimentação, assim como a ingestão dos líquidos, apresentando um natural emagrecimento.


Apesar de não existirem sinais evidentes de problemas da fala, as alterações nos comportamentos alimentares levaram a nossa equipa a sugerir uma avaliação da terapeuta da fala. Nessa avaliação, foi possível identificar alterações sensitivas intra-orais, daí a negação da comida e ligeira disfagia para líquidos.


Revisto o plano de intervenção, o Sr. Mário passou também a usufruir do serviço de terapia da fala uma vez por semana. As melhorias foram significativas e em apenas 4 sessões demonstrou ganhos que não justificavam a necessidade da continuar o serviço.

A recuperação:

"Hoje consigo andar sozinho, todos os dias faço caminhadas. Já me sinto muito melhor."

Após o início da colaboração, foram realizadas consecutivas reavaliações do caso clínico e consequentes revisões ao plano de intervenção. Passado apenas 4 meses desde o início da intervenção, o Sr. Mário demonstrou evidentes melhorias funcionais. Notava-se uma maior independência nas atividades da vida diária e capacidade para marcha sem apoio. Nesse sentido, a frequência do serviço de fisioterapia foi diminuindo gradualmente.



Os resultados do processo terapêutico revelam melhorias consideráveis em todas as áreas de intervenção. Ao longo do último ano, o Sr. Mário e a sua família têm usufruído do serviço de apoio geriátrico, nomeadamente no acompanhamento a consultas, compras diárias, dinamização de passeios, descanso do cuidador, entre outros. Continua, além disso, a usufruir o serviço de fisioterapia para manutenção das capacidades funcionais.

"São pessoas muitos carinhosas, muitos respeitadoras e muito cuidadosas. Foi sempre uma ajuda preciosa."


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